Inteligência

“Os extraterrestres podem estar à nossa frente um milhão de anos em tecnologia, mas eles estão ainda usando forças físicas as quais podem ser compreendidas e controladas. O Capacete Anti-Telepatia demonstra que os extraterrestres comunicam com um tipo qualquer de energia electromagnética e essa forma de energia, a qual também poderá ser uma forma de comunicação telepática, pode ser bloqueada ou perturbada. Nós estamos chegando perto de aprender acerca da tecnologia alienígena real por levar uma aproximação inteligente ao problema.” – Michael Menkin.

“Inteligência não é o que você sabe, mas aquilo que você faz quando não sabe.” – Piaget



John Holt with children, Author of How Children Learn and many other books on education

As observações críticas de John Holt acerca da inteligência são dadas porque ele diz que inteligência não é capacidade, não é mais da mesma coisa, antes a inteligência é uma forma que alguém percepciona o mundo e responde a ele.

 


Acerca da Inteligência, no seu livro clássico, “How Children Learn


“Uma coisa que observamos nas nossas crianças inteligentes é de que elas estão intensamente envolvidas com a vida. Rachel, Pat, Elaine, Garry, são todos sonhadores em pleno dia. Mas Bárbara, Betty, Maria, Ralph, e Hal falaram uma vez de um caso amoroso com aprendizagem. Estas crianças não se retiram da vida; elas a abraçam. Nós falámos uma vez de um caso amoroso com aprendizagem. Estas crianças parecem ter um caso amoroso com a vida. Pense no gosto com o qual Betty, ou Bárbara, ou Sam contam mesmo a história mais simples sobre eles próprios.

As crianças inteligentes agem como se pensassem que o universo fizesse algum sentido. Elas verificam as suas respostas e seus pensamentos contra o senso comum, enquanto que as outras crianças, não esperando que as respostas façam sentido, não sabendo o que é o sentido, não vêem necessidade em verificar, nem como verificar. Contudo, a diferença poderá ir mais fundo do que isto. Parece que como que o que chamamos de crianças inteligentes sentisse que o universo pudesse ser confiável, mesmo quando ele parece não fazer qualquer sentido, que mesmo que você não o entenda, você poderá estar algo certo de que ele não vai lhe pregar partidas baixas. Como isso está em sintonia com a máxima de Einstein, “Eu não acredito que Deus jogue aos dados com o universo.”


Na página 54 da revista “Scientific American” de Julho de 1958, no artigo “Profile of Creativity” (“Perfil da Criatividade”), existe a seguinte comparação apropriada:

O cientista criativo analisa um problema calma e cuidadosamente, e então continua rapidamente com uma solução. O homem menos criativo é susceptível a se atolar em tentativas desorganizadas para obter uma resposta rápida. De facto ele é! Quão frequentemente nós temos visto os nossos agarra-respostas a meterem-se em sarilhos. O facto é que problemas e respostas são simplesmente maneiras diferentes de olhar para uma relação, uma estrutura, uma ordem. Um problema é uma imagem com uma peça em falta; a resposta é a peça em falta. As crianças que levam tempo a observar, e sentir, e agarrar o problema, logo descobrem que a resposta está ali. Aqueles que se metem em sarilhos são aqueles que vêem um problema como uma ordem para começar a correr à velocidade máxima a partir de um ponto de partida dado, numa direcção desconhecida, para um destino desconhecido. Eles se precipitam atrás da resposta antes de terem considerado o problema. Qual é a sua pressa?


Eis Elaine, a agarra-respostas, e Bárbara, a pensadora, trabalhando sobre o problema 3/4 + 2/5 = ?

Elaine (adicionando numeradores e denominadores, como é seu hábito): “Porque não 5/9?

Bárbara: “5/9 é menos que 3/4.” Ela viu que uma vez que 2/5 foi adicionado a 3/4, a resposta teria que ser maior que 3/4; assim, 5/9 não poderia ser. Mas isto foi direito à cabeça de Elaine.

Elaine: “Onde estão os 3/4?“

Bárbara: “No problema!”

Contudo eu duvido que qualquer explicação poderia ter feito Elaine compreender o que Bárbara estava dizendo, muito menos torná-la apta a ter o mesmo tipo de raciocínio por ela própria.

O fraco pensador se precipita loucamente atrás de uma resposta; o melhor pensador leva seu tempo e olha para o problema. É a diferença meramente um assunto de aptidão no pensamento, uma técnica que, com ingenuidade e sorte, nós poderemos ensinar e treinar nas crianças? Receio que não. O melhor pensador leva seu tempo porque ele consegue tolerar a incerteza, ele consegue aguentar não saber. O fraco pensador não suporta não saber; isso o leva à loucura.

Isto não pode ser completamente explicado pelo medo de estar errado. Sem dúvida que esse receio põe, digamos, Mónica debaixo de pressão; mas Hal está debaixo da mesma pressão, e talvez eu também esteja. Mónica não está sozinha em querer estar certa e recear estar errada. O que está envolvido aqui é outra insegurança, a insegurança de não ter qualquer resposta para um problema. Mónica quer a resposta certa, sim; mas o que ela quer, antes de tudo, é uma resposta, qualquer velha resposta, e ela fará quase tudo para obter algum tipo de resposta. Uma vez obtida, uma grande parte da pressão desaparece. Rachel era assim; tal como Gerald, e muitos outros. Eles não suportam um problema sem uma solução, mesmo que eles saibam que a sua solução irá estar provavelmente errada. Esta busca assustada por certezas, esta incapacidade para tolerar questões não respondidas e problemas não resolvidos parece estar no coração de muitos problemas de inteligência. Mas o que causa isso?

Alguns poderão dizer aqui que isto é tudo assunto para psiquiatras. Não estou tão certo disso. Uma pessoa poderá bem ser desconfiada nas relações pessoais e ainda assim ter algum tipo de confiança intelectual no universo. Ou será que isto é possível? Se sim, poderá ser ensinado na escola?